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Observatório Magnético de Tatuoca

Observatório Magnético de Tatuoca (OMT)

Publicado: Quarta, 21 de Dezembro de 2016, 17h10 | Última atualização em Quarta, 21 de Dezembro de 2016, 17h10

O Observatório Magnético de Tatuoca (OMT), unidade do Observatório Nacional (ON) começou seu funcionamento em 19 de agosto de 1957. Em 2017 completa 60 anos de funcionamento e por esse motivo várias atividades serão realizadas para comemorar a efeméride.

A construção de um observatório no norte do Brasil era já um sonho da comunidade geomagnética brasileira desde tão cedo quanto 1925. Entre outras coisas, faziam a sua construção uma tarefa extremamente interessante, a proximidade com o eletrojato equatorial. Contudo, devido a entraves burocráticos e dificuldades financeiras só no começo dos 50 foi que o então diretor do Observatório Nacional conseguiu dar início às obras do mesmo. A declaração de Julho de 1957 a Dezembro de 1958 como Ano Mundial Geomagnético, acabou sendo o impulso final necessário para a instalação definitiva. Em 1985, devido à deterioração de algumas das suas instalações, foi reinstalado. Em 2016 recebeu novos equipamentos que pretendem a sua colocação no sistema INTERMAGNET. Em 2017, ano do seu sexagésimo aniversário, deverá passar por uma renovação das suas instalações e visa passar a constar com outros instrumentos geofísicos e astronômicos.

O campo magnético da Terra, chamado campo geomagnético, é uma das mais antigas descobertas científicas. É uma das formas na qual a energia se manifesta em torno de um corpo magnetizado ou de um condutor de corrente elétrica. No caso do campo geomagnético, a sua principal fonte são correntes elétricas que fluem no núcleo externo da Terra. Este campo gerado no núcleo pode ser detectado em todo o planeta, e fora dele também, funcionando como um escudo que protege a Terra da radiação solar.

As variações mais expressivas do campo geomagnético podem gerar problemas nas telecomunicações, na rede elétrica, aumentar a incidência de doenças de pele, entre outras consequências. Esse campo protege a Terra da radiação solar e, sem ele, a vida como a conhecemos estaria comprometida, inclusive com o desaparecimento de diversas espécies animais e vegetais.

O Observatório Nacional foi responsável por fazer os primeiros levantamentos geofísicos do território brasileiro.

A variação do campo geomagnético é um fenômeno absolutamente natural, decorrente da dinâmica da Terra e do Sol, sobre a qual não é possível haver qualquer interferência humana. Conhecer o campo geomagnético é fundamental para compreender sua importância, seus impactos, suas variações e também para identificar as alterações naturais e diferenciá-las de outros fenômenos que podem ser provocados pela ação humana.

 Primeiros levantamentos

O Observatório Nacional foi responsável por fazer os primeiros levantamentos geofísicos do território brasileiro. Com o objetivo de implementar um programa de observações magnéticas contínuas, em 1913 foi iniciada a instalação do Observatório Magnético de Vassouras. Em 1915, foi obtido o primeiro registro e desde então os dados sobre o campo magnético terrestre são gerados diariamente, ao longo desses 100 anos, sem interrupção. Hoje, o OMT aspira a fazer parte da rede global de observatórios INTERMAGNET, que define os padrões de qualidade e orienta sobre instrumentação e aquisição de dados. Os resultados obtidos desde o início de seu funcionamento e a pesquisa científica atualmente colocam o Observatório Nacional em posição de destaque no cenário científico mundial.

Os 60 anos do Observatório Magnético de Tatuoca representam um marco nas pesquisas geofísicas no Brasil. A reconhecida importância científica do OMT e seu valor histórico serão comemorados com atividades que valorizam este patrimônio científico e cultural.

 Observatório Nacional

Criado por D. Pedro I no ano de 1827, o Observatório Nacional é um ator privilegiado do desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Como instituto nacional vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, desenvolve atividades de pesquisa nas áreas de Astronomia e Astrofísica, Geofísica e Metrologia de Tempo e Frequência, possui cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em Astrofísica e Geofísica, além de ser o responsável legal pela geração, conservação e disseminação da Hora Legal no Brasil.

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