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Observatório Nacional publica as imagens que contribuíram para comprovar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein

Publicado: Quarta, 13 de Setembro de 2017, 13h49 | Última atualização em Quarta, 13 de Setembro de 2017, 14h10

No ano que completa 190 anos de existência, o Observatório Nacional divulga as imagens das placas fotográficas em vidro que fizeram parte das observações do eclipse de 1919, realizadas na cidade de Sobral/Ceará, que contribuíram para comprovar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.

Quase 100 anos depois, este acervo de placas fotográficas, de importância histórica inestimável, permanece sob a guarda e aos cuidados do Observatório Nacional. As placas passaram por um delicado e frágil processo de higienização e digitalização, resultando em imagens de alta qualidade.

Oportunamente este acervo estará disponível para ser utilizado por pesquisadores, estudantes e outros seguimentos da sociedade interessados neste importante acontecimento científico para a história e para a física moderna.


Crédito: Observatório Nacional

 

São 40 placas, entre observações científicas e imagens do cotidiano local, relacionadas ao eclipse de Sobral. As imagens das placas foram divididas em 3 grupos: cotidiano, eclipse, espectroscopia.

As imagens do cotidiano revelam os hábitos e costumes da população de Sobral e as condições meteorológicas no momento do eclipse.

As imagens do eclipse foram utilizadas para provar que o resultado do efeito da deflexão da luz, previsto pela teoria da gravitação universal (0",87) do inglês Isaac Newton, idealizada cerca de 2,5 séculos antes, era muito diferente daquele proposto pela teoria da relatividade geral (1",75). A deflexão da luz é um efeito angular no qual um feixe de luz deveria ter sua trajetória encurvada (ou desviada) ao passar nas proximidades de um forte campo gravitacional (no caso, gerado pelo Sol).

As imagens espectroscópicas foram obtidas para analisar o mecanismo responsável pelo alto aquecimento da coroa solar. O interesse por esse estudo fez a equipe brasileira realizar estas observações.

As imagens podem ser vistas no site:  daed.on.br/sobral/, com os textos nas versões em Português e Inglês.

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