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Observatório Nacional apresenta suas áreas de atuação e leva experimentos interativos ao público da SBPC, em Belo Horizonte

Publicado: Sexta, 14 de Julho de 2017, 19h45 | Última atualização em Sexta, 14 de Julho de 2017, 19h45

Simular um terremoto e saber como ele é registrado, entender como é gerada a hora legal no Brasil e conhecer o Dark Energy Survey, projeto com objetivo de compreender melhor a natureza da energia escura, o misterioso constituinte que corresponde a 70% da energia do Universo e é responsável por sua expansão acelerada. Todo este conhecimento estará ao alcance do público no estande do Observatório Nacional (ON) na ExpoT&C, mostra de ciência, tecnologia e inovação que acontece durante a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 16 a 22 de julho, no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte/MG.

Pesquisadores das três áreas científicas do Observatório Nacional – Astronomia e Astrofísica, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência – estarão no estande para conversar com os visitantes sobre sua atuação, iniciando as comemorações de seu 190º aniversário de fundação.

Ricardo Ogando, da área de Astronomia, apresentará o projeto Dark Energy Survey – DES, cuja participação brasileira é coordenada pelo Observatório Nacional através do consórcio DES-Brazil, que inclui também universidades brasileiras. O DES visa determinar a abundância da energia escura e a sua variação ao longo da história do Universo. Para isso, utiliza uma supercâmera de 570 megapixels – cerca de 50 vezes o tamanho de uma câmera típica de celular – num telescópio de 4 metros instalado no Cerro Tololo, no Chile, onde as altas montanhas e o ar seco são ideais para observações astronômicas.

O DES observa cerca de um quarto do céu do Hemisfério Sul, em uma região em torno do polo sul da Via Láctea. “Além de estudar a Energia Escura, ao observar o céu de uma maneira inédita em termos de alcance e sensibilidade, o DES já nos permitiu descobrir e ampliar o entendimento de algumas peças do grande quebra-cabeça cósmico - de objetos transnetunianos no Sistema Solar, novas companheiras da Via Láctea, até supernovas superluminosas, quasares e lentes gravitacionais”, explica Ricardo Ogando, pesquisador do Observatório Nacional.

Dark Energy Survey descobre novas galáxias satélites da Via-Láctea.
Foto: DES

 

Na área de Geofísica, o Observatório Nacional demonstrará o funcionamento de uma estação sismográfica, que mede um terremoto e faz a detecção desses fenômenos. O público poderá participar dessa atividade fazendo movimentos que ativam o sensor que capta a vibração da Terra e emite o alerta para os equipamentos. O ON implantou e coordena a Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil – RSIS, que integra a Rede Sismográfica Brasileira – RSBR. “A importância desta rede é obter informação sobre sismos ocorridos na região, identificando as suas causas - que podem ser naturais ou induzidas pela atividade humana, possíveis consequências e também identificar áreas de risco para a implantação de grandes obras de engenharia, tais como barragens e instalações industriais”, explica o pesquisador Cosme Ferreira da Ponte Neto.

 

Sismógrafo utilizado pelo ON
Foto: Acervo ON

 O pesquisador Pedro Senna, da Divisão do Serviço da Hora do ON, falará sobre temas relacionados à área de Metrologia em Tempo e Frequência. Ele explicará como é gerada, mantida e disseminada a Hora Legal Brasileira – atribuição do Observatório Nacional regulamentada há mais de 100 anos –, mostrará os mapas de fusos horários no Brasil e apresentará um breve panorama histórico e as atuais atividades desenvolvidas na Divisão do Serviço da Hora.

Sala da geração e disseminação da Hora Legal Brasileira
Foto: Acervo ON

O público também poderá interagir com experimentos de divulgação da ciência, desenvolvidos pela Divisão de Atividades Educacionais do ON. Um deles é o Plasma Estelar, utilizado para explicar o quarto estado da matéria. O efeito de luz é realizado dentro de uma esfera de vidro preenchida com gás argônio. Ao encostar a mão na superfície do globo, a corrente elétrica se desloca para essa região formando filetes elétricos mais intensos, com maior concentração de cargas. Sem qualquer perigo, essa corrente elétrica de baixa intensidade proveniente do globo percorre a superfície (e não o interior) do corpo do experimentador, sendo descarregada no solo.

 

Visitantes da ExpoT&C podem interagir com experimentos, como o Plasma Estelar
Foto: Acervo ON

Outro experimento é um quebra-cabeça tridimensional do Pão de Açúcar, em que os visitantes podem aprender conceitos como escala, volume, peso, altura e perímetro, além de terem informações sobre a formação deste importante monumento natural do Rio de Janeiro, entender como ele se formou, como as rochas chegaram à superfície da Terra, sua idade, entre outras curiosidades.

A Reunião Anual da Sociedade Brasileira é uma oportunidade para a comunidade científica se reunir e discutir os avanços da ciência em suas diversas áreas de conhecimento. O evento, que tem entrada gratuita, tem em sua programação outras atividades, como mesas redondas, conferências, encontros, sessões de pôsteres, além do SBPC Cultural, SBPC Jovem, ExpoT&C e Dia da Família na Ciência.

O Observatório Nacional é uma das primeiras instituições brasileiras dedicadas à ciência. Em outubro, completa 190 anos de fundação, desenvolvendo pesquisa e prestando serviços nas áreas de Astronomia e Astrofísica, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência, além de formar recursos humanos em seus cursos de Pós-Graduação.

 

PALESTRAS

A ExpoT&C conta com um espaço para palestras, intitulado "Diálogos com o MCTIC". O ON ocupará este espaço com quatro apresentações:

17 de julho, segunda-feira, às 14h: "Sistema Solar" - Roberto Martins

18 de julho, terça-feira, às 17h20: " Geofísica Básica e Geofísica Aplicada" - Cosme Ponte Neto

21 de julho, sexta-feira, às 16h40: "O tempo e a hora legal brasileira" - Pedro Senna Rocha

22 de julho, sábado, às 10h10: "Descobrindo o Universo" - Ricardo Ogando

 

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