Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Estudando cometas em laboratório

Publicado: Sexta, 10 de Novembro de 2017, 19h23 | Última atualização em Quinta, 30 de Novembro de 2017, 19h23

Links relacionados:

<

Em artigo publicado em outubro na revista científica "Planetary and Space Science", um grupo de pesquisadores de instituições europeias apresentam uma série de medidas de laboratório que vão ajudar a decifrar as propriedades físicas de núcleos de cometas.

O grupo de autores, liderado por Bernhard Jost, da Universidade de Berna, Suíça, obteve espectros e imagens de amostras de misturas de gelo de água e materiais orgânicos em condições de pressão e temperatura que simulam superfícies de cometas ativos. Um dos objetivos do trabalho era medir como a sublimação de gelos durante uma fase ativa modifica as propriedades óticas da superfície, e usar estas informações para melhorar as interpretações dos espectros da superfície do cometa P/67 Churyumov-Gerasimenko, obtidas pela sonda espacial Rosetta, da Agência Espacial Europeia. 

Um dos autores do artigo é Pedro Henrique Hasselmann, que obteve seu doutorado em Astrofísica no Observatório Nacional e atualmente faz um pós-doutorado no Observatório de Paris/Meudon, França. Segundo Pedro: " ...Trabalhos como este são importantes para compreender não só o quebra-cabeça que é a composição de 67P/Churyumov-Gerasimenko, mas também qual é a textura da superfície do núcleo cometário. Poroso, liso ou compacto? Nosso trabalho mostra que ao 'cozinhar' diferentes misturas de soluções orgânicas, carbono e gelos podemos por fim obter um manto de poeira bem superficial extremamente esponjoso e poroso que se aproxima qualitativamente ao comportamento fotométrico que observamos a partir das imagens de alta resolução. Realmente é um resultado promissor, que corrobora muito bem nossas análises anteriores".

 

Texto: Jorge Carvano, pesquisador do Observatório Nacional, com atuação na área de ciências planetárias

 

Fim do conteúdo da página